PANDEMIA: O MEDO E O RISO NA QUARENTENA
Romildo Guerrante
R$ 40,00 /un
Scortecci Editora - Crônicas - Formato 14 x 21 cm - 1ª edição - 2022 - 92 páginas
Descrição
Scortecci Editora - Crônicas - Formato 14 x 21 cm - 1ª edição - 2022 - 92 páginas
Pandemia
O Medo e o Riso na Quarentena
Romildo Guerrante
Sabe-se pouco desse vírus, mas se sabe que as mãos vão ao rosto 24 vezes a cada hora. Mão que bate na máscara não ofende o nariz. Pois é, tem pesquisa pra tudo. Tem pesquisa até no esgoto para localizar vírus inativos que denunciem a presença da Covid-19 no bairro onde for coletado. Os que não gostam de máscaras também não gostam de guardar distância. Provavelmente também não lhes agrade lavar as mãos. Nem é porque não gostem, mas porque não lhes deram educação sanitária. Pra quê? O país não trata os esgotos de mais da metade da população. Joga tudo nos rios e no mar. Fazem tudo isso e reclamam da trabalheira que dá a higienização de roupas, sapatos, compras. Queixam-se da demora da permanência do vírus entre nós, estão todos muito ansiosos para que tudo volte à “normalidade”. Enquanto não vem essa ansiada normalidade, acomodam-se na Mureta da Urca, ponto de entrada das invasões francesas, ícone da resistência contra a cautela no trato com o vírus que veio de longe.
Pandemia
O Medo e o Riso na Quarentena
Romildo Guerrante
Sabe-se pouco desse vírus, mas se sabe que as mãos vão ao rosto 24 vezes a cada hora. Mão que bate na máscara não ofende o nariz. Pois é, tem pesquisa pra tudo. Tem pesquisa até no esgoto para localizar vírus inativos que denunciem a presença da Covid-19 no bairro onde for coletado. Os que não gostam de máscaras também não gostam de guardar distância. Provavelmente também não lhes agrade lavar as mãos. Nem é porque não gostem, mas porque não lhes deram educação sanitária. Pra quê? O país não trata os esgotos de mais da metade da população. Joga tudo nos rios e no mar. Fazem tudo isso e reclamam da trabalheira que dá a higienização de roupas, sapatos, compras. Queixam-se da demora da permanência do vírus entre nós, estão todos muito ansiosos para que tudo volte à “normalidade”. Enquanto não vem essa ansiada normalidade, acomodam-se na Mureta da Urca, ponto de entrada das invasões francesas, ícone da resistência contra a cautela no trato com o vírus que veio de longe.