DITO PELO NÃO DITO
João Paulo Naves Fernandes
R$ 38,00 /un
Scortecci Editora - Poesia - Formato 14 x 21 cm - 2ª edição - 2024 - 52 páginas
Descrição
Scortecci Editora - Poesia - Formato 14 x 21 cm - 2ª edição - 2024 - 52 páginas
OPÇÃO DE PAGAMENTO VIA PIX
Dito Pelo Não Dito
João Paulo Naves Fernandes
Neste Dito pelo não dito, João Paulo Naves Fernandes foi feliz ao afirmar, na “Nota do Autor” que: “é uma constante/ desta época/ de ausência de palavras retas e claras”. E como afirmou Brecht, “vivemos em tempos tenebrosos”, particularmente tenho que concordar com a primeira afirmativa. João Paulo, depois de Chão do mundo (1981), Banidos e profanos (1982) e algumas coletâneas, intensifica a atividade crítica, usando a palavra poética de forma contundente. Assumindo posição extremamente conflituosa, as imagens criadas definem-se abertas, deixando a transparência e a roupagem definidamente conclusivas. “Consta apenas, nos relatórios policiais que um louco morreu dando cabeçada na cela, depois de ser preso por vagabundagem.” O coloquialismo é paradoxalmente consciente: “Sabe amor/ ainda não há paz sobre o mundo”, porém sem ausentar-se da função crítica tematicamente social: “Acordaste, o ronco do teu estômago/ ecoou boca afora”.
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Dito Pelo Não Dito
João Paulo Naves Fernandes
Neste Dito pelo não dito, João Paulo Naves Fernandes foi feliz ao afirmar, na “Nota do Autor” que: “é uma constante/ desta época/ de ausência de palavras retas e claras”. E como afirmou Brecht, “vivemos em tempos tenebrosos”, particularmente tenho que concordar com a primeira afirmativa. João Paulo, depois de Chão do mundo (1981), Banidos e profanos (1982) e algumas coletâneas, intensifica a atividade crítica, usando a palavra poética de forma contundente. Assumindo posição extremamente conflituosa, as imagens criadas definem-se abertas, deixando a transparência e a roupagem definidamente conclusivas. “Consta apenas, nos relatórios policiais que um louco morreu dando cabeçada na cela, depois de ser preso por vagabundagem.” O coloquialismo é paradoxalmente consciente: “Sabe amor/ ainda não há paz sobre o mundo”, porém sem ausentar-se da função crítica tematicamente social: “Acordaste, o ronco do teu estômago/ ecoou boca afora”.