DA PROVÍNCIA E OUTROS CANTOS
Maristela Veloso Campos Bernardo
R$ 35,00 /un
Scortecci Editora - Poesia - Formato 14 x 21 cm - 1ª edição - 2016 - 132 páginas
Descrição
Scortecci Editora - Poesia - Formato 14 x 21 cm - 1ª edição - 2016 - 132 páginas
Este meu primeiro livro de contos divide-se em duas partes: (1) Contos da Província e (2) Outros Contos. Contei histórias, inventei casos, imaginei vidas. Os contos que compõem a primeira parte tratam de temas recorrentes da vida interiorana – do interior onde vivi –, pois demorei a conhecer o mar. Desde criança ouvi contar da Mula sem Cabeça que aparecia nas madrugadas; da brasa vermelha do Pito do Saci sobressaindo-se de noite na escuridão. Sempre a noite escura, nas histórias de assustar criança... A pior me parecia a do Lobisomem, o qual eu via em minha mente como um cachorro feroz cheio de babas ao latir vendo a lua. Faz muito tempo... Portanto, o medo do “de noite” se foi. Descobri outras facetas da noite: olhei o luar com suas nuances, tive a sorte de ver estrelas cadentes. Reconheci, então, que podia até rir dos escuros a respeito dos quais me pus a especular. Tentei denominar os breus que povoam os nossos dias em sociedade, procurei ver as trevas naquilo tudo destinado ao segredo. Muitos dizem que, quando a vista se acostuma, a gente enxerga no escuro. Mas – diria ainda: tropeça-se e engana-se com algum reflexo, também. Nesta ambiguidade parti de pontos incertos que talvez tenham sido presenciados e guardados na memória. Não sei. No entanto, conjeturei e, fantasiando, escrevi. Nada é real, portanto. Apenas presumível. A segunda parte toma assuntos daqui e dali. A cidade grande mostra seus desacordos e neles, inevitavelmente, atua o ser humano. Cá e acolá, pelas suas reentrâncias, estão motivos para se dizer bem ou se dizer mal do que se vê ou se supõe ver. Pinçar nas curvas, lá onde elas se viram e se escondem no perder de vista, é um ofício que nos desafia. Aqui, também, tentei. Mas, num ou noutro caso, há sempre razão para se exaltarem ou se evidenciarem seres que os habitam.
Este meu primeiro livro de contos divide-se em duas partes: (1) Contos da Província e (2) Outros Contos. Contei histórias, inventei casos, imaginei vidas. Os contos que compõem a primeira parte tratam de temas recorrentes da vida interiorana – do interior onde vivi –, pois demorei a conhecer o mar. Desde criança ouvi contar da Mula sem Cabeça que aparecia nas madrugadas; da brasa vermelha do Pito do Saci sobressaindo-se de noite na escuridão. Sempre a noite escura, nas histórias de assustar criança... A pior me parecia a do Lobisomem, o qual eu via em minha mente como um cachorro feroz cheio de babas ao latir vendo a lua. Faz muito tempo... Portanto, o medo do “de noite” se foi. Descobri outras facetas da noite: olhei o luar com suas nuances, tive a sorte de ver estrelas cadentes. Reconheci, então, que podia até rir dos escuros a respeito dos quais me pus a especular. Tentei denominar os breus que povoam os nossos dias em sociedade, procurei ver as trevas naquilo tudo destinado ao segredo. Muitos dizem que, quando a vista se acostuma, a gente enxerga no escuro. Mas – diria ainda: tropeça-se e engana-se com algum reflexo, também. Nesta ambiguidade parti de pontos incertos que talvez tenham sido presenciados e guardados na memória. Não sei. No entanto, conjeturei e, fantasiando, escrevi. Nada é real, portanto. Apenas presumível. A segunda parte toma assuntos daqui e dali. A cidade grande mostra seus desacordos e neles, inevitavelmente, atua o ser humano. Cá e acolá, pelas suas reentrâncias, estão motivos para se dizer bem ou se dizer mal do que se vê ou se supõe ver. Pinçar nas curvas, lá onde elas se viram e se escondem no perder de vista, é um ofício que nos desafia. Aqui, também, tentei. Mas, num ou noutro caso, há sempre razão para se exaltarem ou se evidenciarem seres que os habitam.