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CARTAS A PEDRO II: MISSIVAS COMEMORATIVAS

CARTAS A PEDRO II: MISSIVAS COMEMORATIVAS

Carmem Teresa Elias (Coord.), Guto Mello (Coord.)

R$ 45,00

Scortecci Editora - Poesia - Formato 14 x 21 cm - 1ª edição - 2026 - 184 páginas

Descrição

Correspondência, ou “ato de escrever ao que nos escreve” — segundo o dicionarista do Oitocentos —, ontem ou hoje pode ser assim resumida: uma conversa à distância. Exige-se, porém, que a troca de cartas se estique ao longo de um período. Nada de cartõezinhos! Mas luzes sobre a personalidade, a intimidade, o cotidiano, os afetos ou as tragédias dos missivistas. Verdadeiro suporte de uma obra epistolar, a correspondência pode conter valor literário — caso do livro que você, caro leitor, ora manuseia. Na qualidade de documento histórico ou romance epistolar, ela é filha de seu tempo e também suporte afetivo. Endereçadas a um próximo ou destinadas a selar uma intimidade, cartas sempre foram vetores de emoções, capazes de capturar o tempo e materializar laços. Espaço de fala livre e autêntica, de preferência sem interrupções, a carta encontra na distância espacial ou temporal um porto seguro. Permite expressar sentimentos profundos e secretos. Ou vulnerabilidades que a boca não quer deixar escapar. Mas permite também esvaziar o espírito e exteriorizar emoções de quem a escreve. O destinatário deste livro é D. Pedro II: o real e o imaginado. É sabido o quanto o imperador gostava de cartas, de escrevê-las e de recebê-las. Por ocasião das comemorações dedicadas ao imperador, um grupo de historiadores, pesquisadores e ficcionistas resolveu manter viva essa correspondência, invocando sua presença permanente entre nós. Sob a coordenação da professora e escritora Carmem Teresa Elias e do historiador Guto Mello, as homenagens resultaram num belo mosaico de percepções e representações sobre o menino, o homem, o intelectual, o viajante, o dirigente político e o símbolo de uma época. Entre memória e invenção, história e imaginação, estas cartas renovam um diálogo interrompido apenas na aparência. Ao escrever ao imperador, seus autores também escrevem sobre si mesmos, sobre o Brasil e sobre as muitas formas pelas quais o passado continua a interpelar o presente. Porque algumas correspondências jamais terminam: atravessam gerações, reinventam afetos e mantêm viva a conversa entre os vivos e aqueles que a História se recusou a silenciar.
Mary del Priore - IHGB, IHGRJ, APL, ACL, Pen do Brasil